Nossa, quanto tempo sem postar por aqui né?
Enfim, aqui estou eu mais uma vez. Desta vez, pra anunciar que (finalmente!) comecei a escrever meu livro!
Não tenho ideia de quanto vou demorar, pode não parecer, mas eu sou perfeccionista ao extremo! Já haviacomeçado a esrever antes, mas parei devido a problemas com o pc, as provas da faculdade, etc.
No entanto, não estava gostando do conteúdo do outro livro. Eu quero escrever algo que realmente faça a diferença e que acrescente mesmo algo de bom na vida das pessoas.
Não vai ser um livro exclusivo indicado para pessoas que tenham o problema de peso, que não consequem emagrecer, não! Penso que trata-se de um livro pra qualquer um!
O problema da obesidade não é exclusividade dos gordinhos, ninguém está imune a este problema!
Pais cujos filhos comem demais porcarias industrializadas, os famosos "fofinhos bonitinhos" quando crianças um dia crescem, e acredito que todos os leitores sabem que desse apelido fofo e carinhoso vai surgir outros apelidos não tão carinhosos assim à medida em que as crianças vão crescendo, tornando-se adolescentes e depois adultos.
Penso em escrever algo pra qualquer pessoa mesmo, pra qualquer ser humano que goste de ler. Em meio ao processo todo vai haver muita coisa pessoal, muita coisa que eu jamais havia contado até agora (nem mesmo aos meus melhores amigos). Logo no primeiro capítulo já me surpreendi com as coisas que consegui desabafar...
É bom saber que poderei ajudar de alguma maneira àquelas pessoas que não acreditam mais em sí mesmas, que pensam que não existe mais alternativa. "Deus quis assim", não é o que muitos pensam?
Pois eu afirmo que não! Deus não quer ninguém gordo, doente e deprimido! Deus nos quer bem!
Se a pessoa não está contente com ela mesma, como pode estar Deus feliz com a situação delas?
É possivel sim e nunca é tarde para começar (ou, recomeçar).
Foi engraçado esse negócio do livro, pois eu havia me esquecido completamente dele! Enquanto estava em aulas, tinha em mente escrevê-lo, mas a faculdade me consumia todo o tempo no pc. Peguei até trabalhos de algumas pessoas pra fazer no final do semestre passado, juntando com os meus, e os seminários que deveriam ser apresentados, não foi possível dar continuidade.
Esta semana passei na faculdade e encontrei com uma querida amiga, que foi uma das melhores professoras que já tive. Conversando com ela, sentado em frente a um monitor na informática, foi quando ela me perguntou: "E o livro hein, como estamos?".
Confesso que na hora nem me toquei que ela falava do meu livro. Achei que ela tivesse pensado que eu estava lendo o dela, sei lá (a propósito, ainda o lerei!). Aí ela me disse que enquanto não me empenhasse nele, a coisa não ia sair...
Foi aí que vim pra casa com a vontade de escrever novamente. Sempre tem alguém ou algo que nos impulsiona né? Nesse caso foi a Vanessa!
Ela me deu algumas dicas dos possíveis procedimentos para a publicação de um livro. O primeiro passo (óbvio!) é ter o livro em mãos. Ou melhor, tê-lo completinho digitado e correr atras de alguma editora.
Bom, no mais, as coisas estão indo! Finalmente começo uma nova fase da minha vida e peço aos meus queridos amigos e leitores, que torçam por mim!
Então é isso galera! Estou de volta! Na medida que as coisas forem andando, volto aqui e vou postando!
Penso em uma parte específica no livro, um capítulo para ser mais específico (só preciso ver onde encaixá-lo), e precisarei de pessoas gordinhas pra me responder algumas perguntas.
Poderia escrever por mim mesmo, claro, já fui obeso! Mas eu quero outras pessoas falando também, uma espécie de pesquisa na qual pretendo anexar em alguma parte do livro, cujo resultado vai ser de grande valia para os leitores!
Um grande beijo e todos, mais uma vez obrigado pelo carinho por mim! E acreditem, este livro não é meu, é de todos vocês que acreditaram e me incentivaram de alguma maneira no meu sucesso!
sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010
quinta-feira, 5 de novembro de 2009
O verão se aproxima!
Depois de um tempinho em off, ca estou eu postando novamente.
Algumas pessoas devem pensar que, atingido seu peso ideal, não há mais problemas e tudo se resolveu! Não é assim, em absoluto!
Quem tem o problema de obesidade, infelizmente, terá que enfrentar o problema de frente em diversas ocasiões e SEMPRE vigiar para que a situação não se reverta. E (acreditem!), quando se reverte em nosso caso, a coisa piora considerávelmente.
Quem emagreceu, achou que "agora pode comer à vontade sem preocupação com a balança" conseguirá a façanha de até recuperar em dobro aquilo que foi eliminado.
Algumas pessoas comparam o problema da obesidade com o alcoolismo. Eu diria que a comparação é certa até determinado ponto.
De fato, nós (assim como os alcoólatras) vamos ter que viver dia após dia vigiando, tomando conta para que não se perca o controle. Mas, em nosso caso existe algo bem significante que diferencia uma coisa da outra:
A pessoa que se submete ao tratamento para parar de beber têm por objetivo este mesmo, simplesmente deixar a bebida. Não é interessante ao alcoolatra beber socialmente, visto que não é possível tal procedimento. Se beber socialmente, vai aos poucos voltando a se tornar o que era antigamente.
A intenção no caso então seria cortar em definitivo a bebida de sua vida, pra ter uma vida mais digna, uma vida mais saudável e sem àqueles problemas enfrentados não só por ele, mas no qual toda a família sofre junto.
Agora, em nosso caso a coisa se complica um pouco mais. Nosso problema é a comida mas, podemos viver sem ela? Claro que não! A comida é essencial, sem ela morreríamos. Já o alcool não é (em definitivo) essencial para a vida, não agrega nada, pode (e deve) ser completamente descartado da vida das pessoas.
Nós temos que continuar lidando com o nosso alvo: a comida. Isso diferencia uma coisa da outra, por isso eu sempre torço o nariz para quando falam que "o vício da comida é igual ao vício do alcool". Há semelhanças em alguns aspectos, mas, é diferente (como disse acima).
Depois de alcançado o tão sonhado peso ideal, assim que chegamos a nossa meta as coisas têm que mudar em definitivo em nossas vidas.
Na teoria parece bem simples, mas sabemos que não é. Há recaídas, sempre haverão. O que não pode é jogar tudo pro alto e se deixar levar pelo vício novamente.
É necessário pesar-se uma vez por semana, de preferência sempre na mesma balança e, se não com as mesmas roupas e sapato, usar sempre roupas mais leves e que (visualmente) parecem ter o mesmo peso que as outras que nos pesamos na semana anterior.
A mesma balança é por conta da diferença (que sempre existe) de uma balança para outra. Quem não tem uma em casa, o interessante é se pesar sempre no mesmo local. Escolher uma farmácia por exemplo e se pesar semanalmente não é tarefa complicada demais pra ninguém.
É necessário acompanhar o peso semanalmente sim, eu diria que é essencial!
Uma boa margem de segurança de peso é cerca de 2 kg do seu peso meta. Isso te da mais liberdade, principalmente para aquela hora em que vc quer comer um pouco a mais, quer repetir aquele pedaço de doce. E por que não podemos?
Claro, como temos o problema, o "bicho papão" vai estar sempre a espreita, sempre esperando a oportunidade para nos fazer comer novamente impulsivamente, desregradamente. Mas, uma vez ou outra podemos comer um pouco mais sim.
Viver a vida sem ter a liberdade de (vez ou outra) poder comer um pouco além (veja bem, respeitando certos limites e com responsabilidade) é escravidão. Assim como penso que a redução de estômago é uma espécie de escravidão.
Quando paro e penso que pensei seriamente na cirurgia por um longo tempo, dou graças a Deus por não ter ido adiante. Eu não quero viver forçado o resto da minha vida. Eu quero ter a liberdade de um dia poder comer um pouco a mais...
Se porventura subir alguns gramas ou até mesmo kg, eu sei o caminho de volta. Aí é correr atrás e fazer acontecer novamente, nós sabemos que é possível!
Não quero que me entendam errado. Não estou dizendo aqui que nós podemos exagerar, que precisamos exagerar...não é isso! Penso que nós temos o direito sim de, vez ou outra, comer um pouco além do permitido sem que isso cause um grande estrago naquilo que conquistamos.
Vejamos o natal por exemplo. É uma epoca em que devemos tomar bastante cuidado (falarei mais dele em posts posteriores a este) mas, vamos nos privar de tudo? Não vamos participar da ceia com a nossa família? Comer algumas daquelas coisas que só nesta época comemos? Nós podemos sim! Sempre respeitando regras e nossos próprios limites.
Cada um sabe exatamente o quanto pode avançar além do permitido sem que lhe cause um dano sério, pelo menos é nisso que nos leva a reeducação: Nós aprendemos o nosso limite, sabemos quando já basta.
Também não é minha intenção criticar as cirurgias, eu só não quero isso pra mim e não acredito ser a solução mais conveniente. Lógico que existem casos e casos, mas, isso é assunto para uma longa discussão e vai de opinião pessoal de cada um.
Gostaria de aproveitar neste post de ressaltar a importância da àgua em nossa vida. Agora que o calor se faz presente e o verão se aproxima, melhor ainda.
A àgua ajuda considerávelmente no controle e manutenção do peso. Assim também como é essencial para aqueles que precisam emagrecer.
Além de limpar o organismo, ser uma espécie de "remédio natural", ela traz saciedade. Se tomarmos àgua o suficiente todos os dias, aquela "fome psicológica" tende a não aparecer.
Bem, preciso terminar por aqui. Tem bastante coisa que gostaria de compartilhar neste momento, mas, fica para uma próxima oportunidade.
Quase cinco da manhã, acabo de terminar meu trabalho de Teoria Sociológica (e muitos outros vêm pela frente ainda). Preciso dormir, descansar um pouco para amanhã, voltar aos trabalhos e à faculdade novamente.
Espero estar ajudando de alguma maneira a quem possa estar lendo...
Tenho projetos interessantes, mas, ficam para um próximo post. Falarei deles com calma posteriormente...
Algumas pessoas devem pensar que, atingido seu peso ideal, não há mais problemas e tudo se resolveu! Não é assim, em absoluto!
Quem tem o problema de obesidade, infelizmente, terá que enfrentar o problema de frente em diversas ocasiões e SEMPRE vigiar para que a situação não se reverta. E (acreditem!), quando se reverte em nosso caso, a coisa piora considerávelmente.
Quem emagreceu, achou que "agora pode comer à vontade sem preocupação com a balança" conseguirá a façanha de até recuperar em dobro aquilo que foi eliminado.
Algumas pessoas comparam o problema da obesidade com o alcoolismo. Eu diria que a comparação é certa até determinado ponto.
De fato, nós (assim como os alcoólatras) vamos ter que viver dia após dia vigiando, tomando conta para que não se perca o controle. Mas, em nosso caso existe algo bem significante que diferencia uma coisa da outra:
A pessoa que se submete ao tratamento para parar de beber têm por objetivo este mesmo, simplesmente deixar a bebida. Não é interessante ao alcoolatra beber socialmente, visto que não é possível tal procedimento. Se beber socialmente, vai aos poucos voltando a se tornar o que era antigamente.
A intenção no caso então seria cortar em definitivo a bebida de sua vida, pra ter uma vida mais digna, uma vida mais saudável e sem àqueles problemas enfrentados não só por ele, mas no qual toda a família sofre junto.
Agora, em nosso caso a coisa se complica um pouco mais. Nosso problema é a comida mas, podemos viver sem ela? Claro que não! A comida é essencial, sem ela morreríamos. Já o alcool não é (em definitivo) essencial para a vida, não agrega nada, pode (e deve) ser completamente descartado da vida das pessoas.
Nós temos que continuar lidando com o nosso alvo: a comida. Isso diferencia uma coisa da outra, por isso eu sempre torço o nariz para quando falam que "o vício da comida é igual ao vício do alcool". Há semelhanças em alguns aspectos, mas, é diferente (como disse acima).
Depois de alcançado o tão sonhado peso ideal, assim que chegamos a nossa meta as coisas têm que mudar em definitivo em nossas vidas.
Na teoria parece bem simples, mas sabemos que não é. Há recaídas, sempre haverão. O que não pode é jogar tudo pro alto e se deixar levar pelo vício novamente.
É necessário pesar-se uma vez por semana, de preferência sempre na mesma balança e, se não com as mesmas roupas e sapato, usar sempre roupas mais leves e que (visualmente) parecem ter o mesmo peso que as outras que nos pesamos na semana anterior.
A mesma balança é por conta da diferença (que sempre existe) de uma balança para outra. Quem não tem uma em casa, o interessante é se pesar sempre no mesmo local. Escolher uma farmácia por exemplo e se pesar semanalmente não é tarefa complicada demais pra ninguém.
É necessário acompanhar o peso semanalmente sim, eu diria que é essencial!
Uma boa margem de segurança de peso é cerca de 2 kg do seu peso meta. Isso te da mais liberdade, principalmente para aquela hora em que vc quer comer um pouco a mais, quer repetir aquele pedaço de doce. E por que não podemos?
Claro, como temos o problema, o "bicho papão" vai estar sempre a espreita, sempre esperando a oportunidade para nos fazer comer novamente impulsivamente, desregradamente. Mas, uma vez ou outra podemos comer um pouco mais sim.
Viver a vida sem ter a liberdade de (vez ou outra) poder comer um pouco além (veja bem, respeitando certos limites e com responsabilidade) é escravidão. Assim como penso que a redução de estômago é uma espécie de escravidão.
Quando paro e penso que pensei seriamente na cirurgia por um longo tempo, dou graças a Deus por não ter ido adiante. Eu não quero viver forçado o resto da minha vida. Eu quero ter a liberdade de um dia poder comer um pouco a mais...
Se porventura subir alguns gramas ou até mesmo kg, eu sei o caminho de volta. Aí é correr atrás e fazer acontecer novamente, nós sabemos que é possível!
Não quero que me entendam errado. Não estou dizendo aqui que nós podemos exagerar, que precisamos exagerar...não é isso! Penso que nós temos o direito sim de, vez ou outra, comer um pouco além do permitido sem que isso cause um grande estrago naquilo que conquistamos.
Vejamos o natal por exemplo. É uma epoca em que devemos tomar bastante cuidado (falarei mais dele em posts posteriores a este) mas, vamos nos privar de tudo? Não vamos participar da ceia com a nossa família? Comer algumas daquelas coisas que só nesta época comemos? Nós podemos sim! Sempre respeitando regras e nossos próprios limites.
Cada um sabe exatamente o quanto pode avançar além do permitido sem que lhe cause um dano sério, pelo menos é nisso que nos leva a reeducação: Nós aprendemos o nosso limite, sabemos quando já basta.
Também não é minha intenção criticar as cirurgias, eu só não quero isso pra mim e não acredito ser a solução mais conveniente. Lógico que existem casos e casos, mas, isso é assunto para uma longa discussão e vai de opinião pessoal de cada um.
Gostaria de aproveitar neste post de ressaltar a importância da àgua em nossa vida. Agora que o calor se faz presente e o verão se aproxima, melhor ainda.
A àgua ajuda considerávelmente no controle e manutenção do peso. Assim também como é essencial para aqueles que precisam emagrecer.
Além de limpar o organismo, ser uma espécie de "remédio natural", ela traz saciedade. Se tomarmos àgua o suficiente todos os dias, aquela "fome psicológica" tende a não aparecer.
Bem, preciso terminar por aqui. Tem bastante coisa que gostaria de compartilhar neste momento, mas, fica para uma próxima oportunidade.
Quase cinco da manhã, acabo de terminar meu trabalho de Teoria Sociológica (e muitos outros vêm pela frente ainda). Preciso dormir, descansar um pouco para amanhã, voltar aos trabalhos e à faculdade novamente.
Espero estar ajudando de alguma maneira a quem possa estar lendo...
Tenho projetos interessantes, mas, ficam para um próximo post. Falarei deles com calma posteriormente...
terça-feira, 6 de outubro de 2009
Vida nova, novo blog!
Curioso como nos tornamos diferentes depois de um certo tempo mas, ao mesmo tempo, no fundo (bem no fundo) aquele alguém que existia antigamente continua existindo dentro de nós, independente de nossa vontade.
Estranho como passamos a ver a vida de uma outra maneira depois que começamos a dar novos rumos à ela, depois que mudamos algo em nossas vidas que (aos olhos humanos) parecia imutável. As coisas mudam, nossos conceitos mudam, nosso psicológico muda...tudo muda! Mas, no entanto, continuamos os mesmos!
É doido mas é verdade!
Quem já passou por uma mudança gritante em sua vida sabe do que eu estou falando exatamente e, na medida em que eu for postando neste novo blog (do qual pretendo cuidar com mais carinho) as pessoas vão perceber e, ao menos começar a entender do que falo.
Perder 80 kg é de fato algo que não me foi fácil. Mas claro, tudo tem as suas consequências. A maior delas (em casos extremos assim) é a confusão...é como se perdêssemos a nossa antiga identidade e renascessemos como uma outra pessoa, completamente diferente de antes.
E não digo só esteticamente falando, há toda uma serie de coisas que mudam com o nosso corpo à medida em que vamos nos transformando em uma outra pessoa. Outra pessoa mesmo, literalmente!
Mas então, o blog antigo não existe mais. Já havia deixado bem claro que não tenho o mínimo de interesse em engrandecer a mim mesmo e, muito menos, engrandecer a qualquer empresa de emagrecimento que visa única e exclusivamente o lucro.
E isso se deve pelo simples motivo de eu não estar ganhando um centavo sequer com isso. Não quero ajudar a promover empresas (americanas ou não) com meu nome, com a minha história.
Minha intenção aqui é tentar ajudar, de alguma maneira, àqueles que se sentem como eu me sentia antes. Àqueles que não acreditam mais em um futuro, que acham que não existe mais solução.
Se existe uma coisa que eu pude aprender com esse processo de emagrecimento foi: É possível à todo e qualquer ser humano.
A reeducação não é fácil e simples, mas qualquer um pode sim entrar nela e começar a aprender a comer bem. Só ressaltando que comer bem não significa comer muito, absolutamente.
A tarefa não é fácil, mas não é pra ser feita a passos gigantescos. Um passo de cada vez! Na vida tudo se aprende, não nascemos sabendo tudo...o ato de viver é um eterno aprendizado.
Quando crianças, aprendemos a andar, a falar, a comer sozinhos. Mas alguém nos ensinou a comer, a falar, a andar. Ou seja, para chegarmos a um determinado ponto, precisamos de auxílio até conseguirmos "andar com nossas próprias pernas".
Só chamando a atenção para esse "comer sozinho": É preciso dizer que é de criança que se desenvolve a mania de comer demais, a alimentação errada em muitos casos gerando a obesidade.
É alarmante em tempos de computador e jogos, tempos em que uma criança passa horas sentada em frente a um PC jogando, acompanhada sempre de um pacote de bolacha recheada ao seu lado ou de um refrigerante, salgadinho...
Porcarias do mundo moderno. Certo dia, conversando com meu tio percebi algo que é verdade. Nos dias de hoje a tendência é que mais pessoas fiquem obesas, antigamente não era alarmante assim. Isso se deve principalmente ao fato de que, no passado, comia-se melhor. Porcarias industrializadas até existiam, mas não eram tão consumidas como nos dias atuais.
Fico pensando: Coitadinhos dos pais dessas crianças, não? Nem sequer de longe imaginam o quanto de gordura trans (a gordura do mal) existem nesses alimentos. Anos depois, a coitada da criança pode passar por sérios problemas, sociais e psicológicos.
Criança é a criatura que consegue ser, ao mesmo tempo que inocente, cruel ao extremo com pessoas "diferentes" do padrão estipulado pela sociedade. Um padrão magro, ou pelo menos, um padrão aceitável.
Gente obesa não têm a mínima chance de escapar das piadinhas. Lógico, não só de crianças mas como de adultos também.
Acredito que a criança, na sua imaturidade, jamais pode imaginar o mal que causa a essas outras pessoas. Jamais podem imaginar que tais pessoas possuem um problema, e um problema sério.
Quantas e quantas vezes eu já fui "atacado" por pessoas na rua (de todo tipo, raça, nível social) e, depois, voltava correndo pra casa. Sentava-me diante da tv, chorava e, como uma espécie de vingança de mim mesmo, por ser aquela criatura abominável que nem sequer tinha o direito de andar pelas ruas sem ser humilhado, comia! E comia muito, me afundava na comida.
Passado o momento de crise, me aprofundava mais ainda em depressão devido o arrependimento por ter comido tanto assim. A tristeza também traz suas consequências e, para um obeso patológico, a consequência é sempre uma: comida.
E assim vai, um abismo puxando o outro até que perde-se a noção chegando a extremos, como eu cheguei. Cento e quarenta e cinco quilos e trezentos gramas!
Dá pra compreender isso? Da pra entender os porquês dos problemas, que ainda prevalecem após o emagrecimento?
Se emagrecer é um aprendizado como estava dizendo acima, um aprendizado tal como aprendemos a falar, a brincar, e comer, etc. Não existe mente tão limitada que não consiga aprender a se alimentar bem.
Por falar em mente, é nela o real problema. É a cabeça o maior problema, é preciso mudá-la, principalmente.
Depois de mudada, basta um pouco de determinação e força de vontade. Um objetivo é essencial pra quem quer emagrecer. Não adianta querer emagrecer pelos outros, a decisão deve vir de nós mesmos, definitivamente.
O objetivo é necessário pois ele nos dá força e coragem pra continuar seguindo.
Cair? Lógico que caímos. Quem é que consegue sem escorregar algumas vezes? Uns escorregam muito, outros menos, mas todo mundo está sujeito a escorregar pelo caminho.
Solução? Caiu, levante-se e nem olhe pra trás! Siga em frente e faça o melhor que puder. Passado é passado e quem vive dele é museu.
Eu sei que na teoria parece simples, quando na lógica não é tão simples assim.
Ninguém é gordo porque quer. Ninguém diz simplesmente que é gordo porque gosta de o ser. Isso não existe! É negar a si mesmo a possibilidade de mudar de vida, simplesmente porque é mais cômodo.
Não é mesmo? Mais fácil dizer: "Sou feliz por ser assim, Deus me fez assim..."
Não! Deus não nos fez assim! Ele nos quer bem, com saúde e felizes. Por acaso a obesidade traz felicidade e saúde a alguma pessoa? Eu digo que não!
Pelo contrário, ela traz sérios problemas: Depressão, rejeição da sociedade (exclusão social), doenças respiratórias, hipertensão, diabetes entre milhares de outras complicações.
Deus nos quer com esses problemas? Se Deus é amor, eu acredito que não!
Quero deixar claro que nada do blog anterior foi perdido. Ele foi sim deletado definitivamente, mas tudo aquilo que escrevi por la vai, de uma forma ou de outra, sendo compartilhado por aqui no decorrer dos posts.
O endereço continua la, a minha disposição. Devo pensar no futuro. É complicado explicar mas, algum dia, quem sabe, eu possa ter a vontade de escrever ali novamente por algum motivo.
Ninguém sabe o dia de amanhã, não é mesmo? Hoje eu penso de uma maneira, amanhã posso pensar de outra.
Não gostaria de terminar o post sem agradecer especialmente a Deus por esta nova vida que Ele me proporcionou.
Mas veja bem, Deus ajuda sim, mas àquele que quer ser ajudado. Deus é essencial em tudo! Mas, não podemos esquecer que Ele nos deu o livre-arbítrio, no qual não interfere em nossas vidas sem deixarmos, sem que demos o primeiro passo.
E este primeiro passo é muito importante: Começar a mudar!
Estranho como passamos a ver a vida de uma outra maneira depois que começamos a dar novos rumos à ela, depois que mudamos algo em nossas vidas que (aos olhos humanos) parecia imutável. As coisas mudam, nossos conceitos mudam, nosso psicológico muda...tudo muda! Mas, no entanto, continuamos os mesmos!
É doido mas é verdade!
Quem já passou por uma mudança gritante em sua vida sabe do que eu estou falando exatamente e, na medida em que eu for postando neste novo blog (do qual pretendo cuidar com mais carinho) as pessoas vão perceber e, ao menos começar a entender do que falo.
Perder 80 kg é de fato algo que não me foi fácil. Mas claro, tudo tem as suas consequências. A maior delas (em casos extremos assim) é a confusão...é como se perdêssemos a nossa antiga identidade e renascessemos como uma outra pessoa, completamente diferente de antes.
E não digo só esteticamente falando, há toda uma serie de coisas que mudam com o nosso corpo à medida em que vamos nos transformando em uma outra pessoa. Outra pessoa mesmo, literalmente!
Mas então, o blog antigo não existe mais. Já havia deixado bem claro que não tenho o mínimo de interesse em engrandecer a mim mesmo e, muito menos, engrandecer a qualquer empresa de emagrecimento que visa única e exclusivamente o lucro.
E isso se deve pelo simples motivo de eu não estar ganhando um centavo sequer com isso. Não quero ajudar a promover empresas (americanas ou não) com meu nome, com a minha história.
Minha intenção aqui é tentar ajudar, de alguma maneira, àqueles que se sentem como eu me sentia antes. Àqueles que não acreditam mais em um futuro, que acham que não existe mais solução.
Se existe uma coisa que eu pude aprender com esse processo de emagrecimento foi: É possível à todo e qualquer ser humano.
A reeducação não é fácil e simples, mas qualquer um pode sim entrar nela e começar a aprender a comer bem. Só ressaltando que comer bem não significa comer muito, absolutamente.
A tarefa não é fácil, mas não é pra ser feita a passos gigantescos. Um passo de cada vez! Na vida tudo se aprende, não nascemos sabendo tudo...o ato de viver é um eterno aprendizado.
Quando crianças, aprendemos a andar, a falar, a comer sozinhos. Mas alguém nos ensinou a comer, a falar, a andar. Ou seja, para chegarmos a um determinado ponto, precisamos de auxílio até conseguirmos "andar com nossas próprias pernas".
Só chamando a atenção para esse "comer sozinho": É preciso dizer que é de criança que se desenvolve a mania de comer demais, a alimentação errada em muitos casos gerando a obesidade.
É alarmante em tempos de computador e jogos, tempos em que uma criança passa horas sentada em frente a um PC jogando, acompanhada sempre de um pacote de bolacha recheada ao seu lado ou de um refrigerante, salgadinho...
Porcarias do mundo moderno. Certo dia, conversando com meu tio percebi algo que é verdade. Nos dias de hoje a tendência é que mais pessoas fiquem obesas, antigamente não era alarmante assim. Isso se deve principalmente ao fato de que, no passado, comia-se melhor. Porcarias industrializadas até existiam, mas não eram tão consumidas como nos dias atuais.
Fico pensando: Coitadinhos dos pais dessas crianças, não? Nem sequer de longe imaginam o quanto de gordura trans (a gordura do mal) existem nesses alimentos. Anos depois, a coitada da criança pode passar por sérios problemas, sociais e psicológicos.
Criança é a criatura que consegue ser, ao mesmo tempo que inocente, cruel ao extremo com pessoas "diferentes" do padrão estipulado pela sociedade. Um padrão magro, ou pelo menos, um padrão aceitável.
Gente obesa não têm a mínima chance de escapar das piadinhas. Lógico, não só de crianças mas como de adultos também.
Acredito que a criança, na sua imaturidade, jamais pode imaginar o mal que causa a essas outras pessoas. Jamais podem imaginar que tais pessoas possuem um problema, e um problema sério.
Quantas e quantas vezes eu já fui "atacado" por pessoas na rua (de todo tipo, raça, nível social) e, depois, voltava correndo pra casa. Sentava-me diante da tv, chorava e, como uma espécie de vingança de mim mesmo, por ser aquela criatura abominável que nem sequer tinha o direito de andar pelas ruas sem ser humilhado, comia! E comia muito, me afundava na comida.
Passado o momento de crise, me aprofundava mais ainda em depressão devido o arrependimento por ter comido tanto assim. A tristeza também traz suas consequências e, para um obeso patológico, a consequência é sempre uma: comida.
E assim vai, um abismo puxando o outro até que perde-se a noção chegando a extremos, como eu cheguei. Cento e quarenta e cinco quilos e trezentos gramas!
Dá pra compreender isso? Da pra entender os porquês dos problemas, que ainda prevalecem após o emagrecimento?
Se emagrecer é um aprendizado como estava dizendo acima, um aprendizado tal como aprendemos a falar, a brincar, e comer, etc. Não existe mente tão limitada que não consiga aprender a se alimentar bem.
Por falar em mente, é nela o real problema. É a cabeça o maior problema, é preciso mudá-la, principalmente.
Depois de mudada, basta um pouco de determinação e força de vontade. Um objetivo é essencial pra quem quer emagrecer. Não adianta querer emagrecer pelos outros, a decisão deve vir de nós mesmos, definitivamente.
O objetivo é necessário pois ele nos dá força e coragem pra continuar seguindo.
Cair? Lógico que caímos. Quem é que consegue sem escorregar algumas vezes? Uns escorregam muito, outros menos, mas todo mundo está sujeito a escorregar pelo caminho.
Solução? Caiu, levante-se e nem olhe pra trás! Siga em frente e faça o melhor que puder. Passado é passado e quem vive dele é museu.
Eu sei que na teoria parece simples, quando na lógica não é tão simples assim.
Ninguém é gordo porque quer. Ninguém diz simplesmente que é gordo porque gosta de o ser. Isso não existe! É negar a si mesmo a possibilidade de mudar de vida, simplesmente porque é mais cômodo.
Não é mesmo? Mais fácil dizer: "Sou feliz por ser assim, Deus me fez assim..."
Não! Deus não nos fez assim! Ele nos quer bem, com saúde e felizes. Por acaso a obesidade traz felicidade e saúde a alguma pessoa? Eu digo que não!
Pelo contrário, ela traz sérios problemas: Depressão, rejeição da sociedade (exclusão social), doenças respiratórias, hipertensão, diabetes entre milhares de outras complicações.
Deus nos quer com esses problemas? Se Deus é amor, eu acredito que não!
Quero deixar claro que nada do blog anterior foi perdido. Ele foi sim deletado definitivamente, mas tudo aquilo que escrevi por la vai, de uma forma ou de outra, sendo compartilhado por aqui no decorrer dos posts.
O endereço continua la, a minha disposição. Devo pensar no futuro. É complicado explicar mas, algum dia, quem sabe, eu possa ter a vontade de escrever ali novamente por algum motivo.
Ninguém sabe o dia de amanhã, não é mesmo? Hoje eu penso de uma maneira, amanhã posso pensar de outra.
Não gostaria de terminar o post sem agradecer especialmente a Deus por esta nova vida que Ele me proporcionou.
Mas veja bem, Deus ajuda sim, mas àquele que quer ser ajudado. Deus é essencial em tudo! Mas, não podemos esquecer que Ele nos deu o livre-arbítrio, no qual não interfere em nossas vidas sem deixarmos, sem que demos o primeiro passo.
E este primeiro passo é muito importante: Começar a mudar!
"A vida não examinada não vale a pena ser vivida."
(Sócrates)
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